domingo, 6 de junho de 2010
Passou um tempão. E um dia Carlinhos me liga dizendo que já estão ensaiando e que a estréia já estava marcada para o Teatro Municipal para dali a um mês. Foi muuuito legal! Eu assisti a um dos últimos ensaios. E a primeira coisa que senti foi um respeito enorme. Eu, por eles, porque sabia que cada um ia colocar sua marca pessoal, ia construir o pedaço que faltava e que eu nunca ia conseguir fazer sozinha. Eles, por mim, porque se preocuparam em ser fiéis às minhas ideias, queriam que eu ficasse satisfeita com a transformação de palavras em vida.

E a peça tem muita música, combina bem com a dinâmica que acontece lá. Marcos Assumpção musicou minha letra (quem diria, eu que sou uma negação musical até em caraoquê!) e fez mais 7 músicas. Lindas, lindas! Delicadas, e são daquelas que “pegam”: a gente acaba cantarolando sem perceber.
Bem, chegamos no dia da estréia. Como eu já sabia como a peça estava, minha atenção se voltou para o público. Como as pessoas iam receber tudo aquilo? Será que iam gostar? As crianças, as crianças, eu queria ouvir as crianças...a peça é para elas, e elas são sábias, elas poderiam me falar se tudo saiu bem.
No escurinho daquele teatro lindo, lotado, uma energia boa, como se todo mundo estivesse compartilhando da mesma brincadeira: eu também virei criança, bati palmas acompanhando as músicas, ri dos cacos, dos trejeitos dos atores, ri até das minhas próprias piadas, como se não fosse eu que tivesse escrito (boba, né?)
Enfim, a sensação de se ver um texto teatral que você escreveu pulsando lá no palco eu prefiro não descrever com palavras, mas com imagem. É assim:
No escurinho daquele teatro lindo, lotado, uma energia boa, como se todo mundo estivesse compartilhando da mesma brincadeira: eu também virei criança, bati palmas acompanhando as músicas, ri dos cacos, dos trejeitos dos atores, ri até das minhas próprias piadas, como se não fosse eu que tivesse escrito (boba, né?)
Enfim, a sensação de se ver um texto teatral que você escreveu pulsando lá no palco eu prefiro não descrever com palavras, mas com imagem. É assim:
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